quinta-feira, 18 de junho de 2009

São Paulo me encanta. Me encanta o barulho. Me encanta as pessoas. Me encanta o louvável ir e vir. Me encanta as ruas acesas e cheias. Me encanta os bares noturnos. Me encanta a beleza da Paulista, que jamais perderá seu charme. Me encanta a Igreja Santa Cecília ou da Sé. Me encanta o metrô lotado ou vazio. Me encanta os trocadilhos. Me encanta o café. Me encanta nada ter fim. Me encanta a sopa deliciosa da Galeria dos Pães. Me encanta as boates que possuem o melhor dj para o meu deleito. Me encanta os shoppings, sempre cheios e produzidos para receber seja quem for. Me encanta o Ibirapuera, sorrindo para a vida. Me encanta caminhar, entre carros, barulhos, pessoas, paisagens e muita vida. Me encanta ter tantos amigos especiais, numa cidade tão especial. Me encanta sempre ser surpreendida em SP. Me encanta saber que meu sonho é viver nesta capital que 24 horas tem vida, e durante essas 24 horas, podemos ser supreendidos.

São Paulo me traz a eterna sensação que 'viver é bom demais', e que não podemos deixar pra trás nenhum minuto, já que todos nossos minutos são valiosos. São Paulo me fortalece, me acolhe, me abraça, me anima. Sim, eu sou uma carioca, apaixonada por São Paulo e por paulistas. Sabe a única coisa ruim de São Paulo? É ter que dizer: até breve..

Na cidade de São Paulo TUDO é imprevisível..

sexta-feira, 5 de junho de 2009

justiça e fé...


“O que ama ao seu próximo não lhe faz nenhum mal. Pois o amor é o cumprimento total da lei.”

Deus é justo com os corações bem aventurados. Cresci acreditando na Doutrina em que toda a minha família seguiu, o catolicismo. Sou católica, por opção, e nunca, mesmo tendo toda família diretamente ligada, foi imposto a mim, seguir o catolicismo. Tenho orgulho de amar a Deus sobre todas as coisas. Por vezes, me desvirtuo, e verifico que estou errada, já que meu coração tem uma fé, e essa é incontestável. A fé divina.

Talvez poucas pessoas da minha idade, tenham seguido os dogmas católicos, escolhas e acreditar naquilo que Deus nos propôs. O meu Deus é somente um, e é esse que me faz crer que tantas coisas em nossas vidas acontecem para que possamos ter a certeza que Ele existe, e não desistimos da continuidade natural imposta, e que eu consiga driblar as dificuldades existentes no futuro.

Respeito todas as religiões. Tenho amigos que escolheram outras como fonte de fé. Tem outros que desacreditam em Deus. E assim, sabemos que o mundo caminha, com sua divisão natural, e cada um com sua certeza ou sua fé. Como todo bom católico, tenho minhas contradições em relação a minha própria religião, mas que jamais me afasta do principal: o amor e Deus.

"A justiça pode irritar-se porque é precária. A verdade não se impacienta, porque é eterna." (Rui Barbosa)

Deus é justo. Deus nos ensina a sermos justos. Pregar a justiça é caminhar abraçado a fé, esperança e ao amor. Aprendi desde pequena que temos que ter esses três parâmetros para que possamos seguir, assim sigo, com a minha justiça, e com a justiça de Deus, que jamais desampara, aqueles que trilham o caminho do bem.


[Esse post não é somente uma declaração da minha fé. Mas também, um argumento da fé humana, onde não podemos esquecer que todos nossos atos, refletem nos dos outros. E para conseguir seguir, é preciso muitas vezes dar passos pra trás, e recomeçar. Um conselho, se possível? Aprenda a usar a palavra desculpas, ela é capaz de milagres]

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A vida. O bem maior. Pela vida, nos entregamos à alegria, a tristeza. Com a vida, caímos e levantamos. E vivendo, aprendemos a valorar sentimentos tão essenciais ao ser humano: o amor, o carinho, a união, a caridade, a amizade e a renúncia.

A renúncia é capaz de nos completar sem que percebemos. Renunciar ao que nos faz mal é um elo necessário para que tudo volte ao seu eixo. Renunciar as dores. Renunciar ao excesso. Renunciar a tristeza. Aprendi a renunciar, como aprendi a amar. Desta forma, consigo caminhar e me libertar de coisas que achamos que são eternas, ou que precisamos para o nosso caminhar.

Mais um ano se passou. Meu último aniversário estive longe do meu país, mas vivendo intensamente o amor, o carinho, a união, a amizade e a renúncia. Renunciei temporariamente coisas, para estar ao lado de quem amo: minha irmã, meu afilhado e meu cunhado. Lembro do bolo do Brasil, que fizeram pra mim. Lembro do bolo no trabalho. Lembro do chantilly na cara e do banho de água. Comemoração americana é rápida, mas é intensa. Depois de um ano, vejo o quanto aprendi, e o quanto ganhei.

Quantas coisas aconteceram. Muito trabalho. Tatuagens. Estados Unidos. Despedida. Lágrimas. Amigos americanos, latinos, brasileiros e um tchau. Antonio, maior amor. Mariana, vida. Vicente, aprendizado. Vovó Anna, anjo vivo. Mãe, paixão. Alan, desabafos. Patrícia, doação. Allana, vida. Tia Tininha. Incondicional. Tio Leo. Amigo. Hanna. Iluminada. Marcus, amado. Rebecca, carinho. Tia Fafá, alegrias. Tio Leo, lembranças. Tia Dora, dor. Saudades. Rodrigo, Papai, Vovô. Pessoas. Amigos. Movimento. Emails. Tentativas. Saúde. Nascimento do Pedro. O retorno a faculdade (que vitória). A coluna melhorando. Crises. Desmaios. Saúde. São Paulo. Rio de Janeiro – como eu te amo. Receita Federal. Trabalho. Amigos. Tristezas. Muitas tristezas. Distância. Fraca. Remédios. Ausência. Coragem.

Mais um ano se passou, e a vida continua sendo o bem mais importante...

Dedico a minha vida: (1Coríntios 13, 1-13)

1"Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e dos anjos, se eu não tivesse o amor, seria como sino ruidoso ou como címbalo estridente. 2Ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência; ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse o amor, eu não seria nada. 3Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse o meu corpo às chamas, se não tivesse o amor, nada disso me adiantaria. 4O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho. 5Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. 6Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. 7Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8O amor jamais passará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência também desaparecerá. 9Pois o nosso conhecimento é limitado; limitada é também a nossa profecia. 10Mas, quando vier a perfeição, desaparecerá o que é limitado. 11Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei adulto, deixei o que era próprio de criança. 12Agora vemos como em espelho e de maneira confusa; mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é limitado, mas depois conhecerei como sou conhecido. 13Agora, portanto, permanecem Estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas, porém, é o amor."

segunda-feira, 6 de abril de 2009

"Vai minha tristeza
E diz a ela que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer

Chega de saudade
A realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza
"É só tristeza e melancolia
Que não sai de mim
Não sai de mim
Não sai

Mas, se ela voltar
Se ela voltar que coisa linda!
Que coisa louca!
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca

Dentro dos meus braços, os abraços
Hão de ser milhares de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim

Que é pra acabar com esse negócio
De você viver sem mim
Não quero mais esse negócio
De você longe de mim
Vamos deixar esse negócio
De você viver sem mim"

O grande amor é eterno, mesmo lutando e remando contra a maré. Tenho limites, e dentre esses, falhas. Mas quando dois se torna um, não existe como mudar.

Eu te amo.

quarta-feira, 25 de março de 2009

...

O que eu sinto é muito, perto do que tento explicar. O que eu sinto é pouco, perto do que pode ser entendido. O que eu sinto é forte, mas ao mesmo tempo fraco. Eu caminho nessas oscilações em que tento me proteger e quando vejo já estou entregue novamente a um ciclo do qual nunca consigo sair.

Eu não tenho dúvidas que sou louca. E essa loucura é meu guia para ir até aonde posso, e entender o quanto a vida me faz viver em limites. Quando eu penso que terminou, eu vejo que posso estar apenas recomeçando. E quando eu penso que está recomeçando, eu posso estar levemente enganada, e na verdade, já teve seu fim ou não.

Não consigo me entender. Mas consigo sentir. Não consigo bloquear. Mas consigo me entregar. Não consigo definir. Mas consigo suspirar. Porém, eu continuo sendo a mesma, com as variações, com as dúvidas e as certezas. E é isso que me faz continuar.. Por acreditar que mesmo tão instável, a verdade é minha e de mais ninguém.

Desisto. O tão complexo pareço, é o que realmente sou. Não subestimo minha realidade.

domingo, 22 de março de 2009

Tem sentimentos que de tão carregados, não se libertam. Tem histórias de tão complexas, não se acham. Sempre tentei separar a ilusão da realidade. Me questiono até onde devo ir para ter a certeza que não existe determinada história. Qual é o meu limite? O da curiosidade? O do amor? O da verdade? O da ilusão? Minha mente é tão perigosa, que eu sou a primeira a ter medo dela. Nunca penso em uma só coisa ao mesmo tempo. Nunca questiono algo em isolado. Me enrolo em situações onde quando uma termina, a outra começa. E me vejo como vítima de tudo que eu permito ser criado e absorvido.

Carreguei um mundo paralelo, onde confiei palavras, confidências, lágrimas, risadas, encontros, despedidas e um coração. Vivi um mundo paralelo que me definia como personagem principal. Mas esse mundo sempre me colocou como coadjuvante. Tentei algumas vezes recuperar o que inicialmente acreditava ser verdadeiro, aquele elo, aquele mundo, onde tudo se tornava uno. Errei. Meu mundo paralelo é o da ilusão. Eu levei para o real porque quis. E fui escrava de uma história que não existiu. Uma história onde tudo foi construído, mas somente por mim. O cenário era visível, as pessoas existiam, os sentimentos eram verdadeiros, as dúvidas e medos perseguiam, mas o carinho fortalecia. Uma história onde não restavam dúvidas, que não precisava passar um segundo, para o mundo paralelo tornar-se o principal.

Errei. Esse mundo já deu sua resposta. Deixa eu voltar a realidade, enquanto existe tempo.

domingo, 8 de março de 2009

mulher..

"Mulher, ai, ai, mulher
Sempre mulher
Dê no que der
Você me abraça, me beija, me xinga
Me bota mandinga

Depois faz a briga

Só pra ver quebrar
Mulher, seja leal

Você bota muita banca

Infelizmente eu não sou jornal


Mulher, martírio meu

O nosso amor

Deu no que deu

E sendo assim, não insista

Desista, vá fazendo a pista

Chore um bocadinho

E se esqueça de mim"


Falar de mulher, é falar da minha vida, dos meus obstáculos, das minhas admirações e dos meus maiores amores. A conquista dessa data - Dia Internacional da Mulher - pode significar pretensioso aos olhos de muitos, ao meu ver, não é uma data, onde duelamos com os homens, não somos melhores ou piores. Pra mim, o significado deste dia, é o resultado de uma luta contínua pelo espaço dentro da sociedade. Será que conseguimos conquistar por completa este espaço? Ainda não. Muitos passos são necessários. E hoje, a maior dificuldade é o que a própria mulher tem dentro de si: seus limites. Encarar os limites, pode ser como: sou vitoriosa ou sou perdedora. Aceitar os nossos limites, não é vergonhoso, é necessário. Só quando chegamos a tal ponto, é que conseguimos conquistar nosso espaço por completo.

MÃE. O amor eterno. Perdi meu Pai com 13 anos, e tudo até hoje, foi por mérito da minha mãe, conquistando dia após dia o melhor para mim. Minha educação, meus princípios, minha verdade, tudo vem pautado no que Ela é. Minha admiração cresce dia após dia. Uma luta constante, onde caminhamos juntas, como unha e carne. Somos uma. Nós duas para tudo. E esse tudo, coberto de amor, união, carinho e respeito. Essa Mulher não é uma simples mulher. Ela carrega em si, o conjunto completo do que é ser mãe, filha, irmã, tia, professora, conselheira, madrinha, MULHER. É o amor maior, que não existe limites para sua satisfação. Maria Geanette, obrigada por me dar a vida, e me ensinar o que é mais precioso no nosso caminhar: o amor pelo próximo.

("Mas o teu amor me cura. De uma loucura qualquer. É encostar no seu peito. E se isso for algum defeito. Por mim tudo bem...")

Eu quero se forte e corajosa, para experimentar a delícia e a dor de falar sobre o que se vem a mente. Falar abertamente do sentido que esse dia tem, não por ser o 'Dia Internacional da Mulher', e sim, a quem diretamente remete, além das grandes mulheres da minha família. Não é falta de coragem, e sim, uma forma de preservar aquilo que o coração carrega. Tudo que já vivi nessa vida, mesmo que seja pouco aos olhos de quem desconhece, é muito para mim. Foram evoluções, transformações, mudanças, desejos, avanços, que colocando na balança, mostra quem sou, e quem desejo que eu seja pra sempre.

Eu vou sempre ter em mente uma cena da minha vida, onde felizmente, jamais foi apagada, e é nela, que eu volto, quando preciso entender o que minha vida exige de mim, e o que eu quero dela. É nela, que eu me amparo, para entender o que é sentimento, o que é amor, e o que é a MULHER. Eu nunca iria conseguir decifrar tal cena em palavras. Mas fecho os olhos e consigo lembrar.. Quando um calor, refletia o meu mundo.. E o meu mundo era somente uma pessoa.. E essa pessoa teve as palavras ali ditas por mim, no primeiro dia, com a alma e o coração. Ali, eu defini o que é ser mulher, o que é amar a mulher, e o que em mim é mais vivo, o sentimento jamais esquecido - o amor. Eu te amo. O que a minha vida exige, eu não posso ter, eu perdi. Mas posso guardar, o que jamais será esquecido, os anos em que descobri como é maravilhoso ser mulher, e como é precioso desvendar cada pedaço desse mundo fantástico, ainda mais quando compartilhado com alguém que sabe o que é amor, e que entende a mulher, mais do que eu mesma entendo.

("Não há você sem mim. E eu não existo sem você")

Parabéns a todas as mulheres, que na minha vida tem lugar reservado. Que me viram crescer, que cresceram comigo, e que me fazem orgulhosa em tê-las, como avó, como tias, como irmã, como cunhada, como primas, como amigas e como lembranças.