quinta-feira, 25 de novembro de 2010

...

Um sinal. Somente isso. É o que espero.



Ansiedade invadindo a minha vida. Fazendo com que meus dias sejam de pouca calma. Faço um paralelo constante com o medo, e não consigo defini-lo.

As palavras sumiram. As músicas me atormentam. E eu? Eu não sei quem sou, só o que quero ser.. E nesse momento, é a única ação que consigo ter, a exata ação de procurar a Carolina perdida anos atrás, até os dias de hoje.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010


"Quando aconteceu? Não sei.
Quando foi que eu deixei de te amar?
Quando a luz do poste não acendeu
Quando a sorte não mais soube ganhar
Não..
Foi ontem que eu disse não..
Mas quem vai dizer tchau?

Onde aconteceu? não sei.
Onde foi que eu deixei de te amar?
Dentro do quarto só estava eu
Dormindo antes de você chegar..
Mas não..
Não foi ontem que eu disse não..
Mais quem vai dizer tchau?

A gente não percebe o amor
Que se perde aos poucos sem virar carinho.
Guardar lá dentro amor não impede,
Que ele empedre mesmo crendo-se infinito.
Tornar o amor real é expulsá-lo de você,
Prá que ele possa ser de alguém!

Somos se pudermos ser ainda
Fomos donos do que hoje não há mais.
Houve o que houve é o que escondem em vão,
Os pensamentos que preferem calar,
Se não, irá nos ferir um não -
Mas quem não quer dizer tchau.

Possa ser de alguém
Possa ser de alguém
Ser de alguém!
Oh! Não!"

sexta-feira, 6 de agosto de 2010


"Não somos mais

Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Um capricho do sol
No jardim do céu..

Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
A mesma idade
Que a idade do céu..."


Anos podem passar, a dor passa a ser saudade. A saudade caminha com a lembrança. A lembrança pode ser eterna, depende do sentido que atribui a cada um de nós. Não ter meu Pai, é uma imensidão de lembranças e contradições. É uma dor, que esse ano foi transformada em interrogação. Eu não quero perder a imagem que carrego...

Mas essa imagem ficou turva, feia, suja e chega a me confundir. Só que meu coração, não visualiza a imagem, e continua batendo sem parar, explodindo de saudades, chorando de dor, e ignorando todo cuidado que tenho comigo mesma quando esse assunto passeia nos meus pensamentos. Esse Homem não tem noção do que deixou em mim...




É Pai, 16 anos sem você. Amor. Muito amor.

segunda-feira, 28 de junho de 2010


Medo da solidão
. Um silêncio que não consegue acompanhar sentimentos tão fortes. A felicidade diluiu-se no meio de tantos questionamentos. Mesmo abandonada, tento resgatá-la. Sinto falta de tudo. Da paz, do amor, da força, da fé. Sinto falta de quem sou, e que está totalmente ocultada. Ando errando, ando remando contra a maré, ando esquecendo quem sou, tudo pra não ser só. Mas a solidão chegou, e pra ser só, não precisamos estar só, basta caminharmos em sentidos opostos... E meus passos, estão perdidos, sem destino.. Contrários a minha paz..


"Triste é viver na solidão.
Na dor cruel de uma paixão.
Triste é saber que ninguém pode
Viver de ilusão.
Que nunca vai ser.
Nunca vai dar.
O sonhador tem que acordar.

Tua beleza é um avião.
Demais pra um pobre coração.
Que para pra te ver passar.
Só pra maltratar.
Triste é viver na solidão."

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Minha imagem desaparecendo..



Uma dor desconhecida, jamais sentida. Uma dor inconsciente, inesperada e recheada de incertezas. Ela me vira do avesso, domina meus pensamentos e tira meus pés dos chão. Não conheço seu caminho, não sei da onde veio, não sei pra onde vai. Me faz mal. Ela preenche espaços, que jamais desejaram essa terrível sensação. E por fim, ela não me permite caminhar em paz.

A ansiedade grita em mim. Mais uma vez, e sem eu esperar. Essa, que me faz ser tão incerta, imprecisa, essa que me arrasta por lugares vazios, e fazem com que minha cabeça seja preenchida por tudo, menos pelas certezas necessárias. Preciso ir, preciso sentir, preciso viver. Preciso me libertar de uma condição tão confusa e dura. To cansada de procurar a Carolina que vive dentro de mim.

Um momento preenchido por dois fatores, a dor desconhecida, e a ansiedade instaurada. Um momento onde eu não tenho controle de quem sou. Que desconheço meus passos. E que não reconheço minha imagem, mesmo que olhando intensamente. Vejo longe, um vulto de quem sou. Um rabisco da minha calma. E tento a todo tempo alcançar, meus braços vão a frente, meus pés dão passos mais largos.. Quero dar saltos, quero abraçar, quero me acalmar.. Quero acordar, e conseguir vencer.

Só quero voltar ao meu ponto de partida. Aquele que em uma semana desapareceu.. E esqueceu de retornar. Por favor, volta. Volta pra mim, vida tranquila.


"Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços o meu pecado de pensar."

terça-feira, 30 de março de 2010




"Vou te contar

Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho..."

quinta-feira, 18 de março de 2010

O que será que me dá?!


"O que será que me dá

Que me bole por dentro, será que me dá

Que brota à flor da pele, será que me dá

E que me sobe às faces e me faz corar

E que me salta os olhos a me atraiçoar

E que me aperta o peito e me faz confessar

O que não tem mais jeito de dissimular

E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar

O que não tem medida nem nunca terá
O que não tem remédio nem nunca terá

O que não tem receita...

O que será que será,
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso nem nunca terá
O que não tem cansaço nem nunca terá,
O que não tem limite...

O que será que me dá,
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem governo nem nunca terá,
O que não tem juízo..."


Ahh, essa eterna sensação de que tudo é perfeito quando se vive com tanto amor. Esse amor que sustenta meu corpo e minha alma. Que a cada dia se renova, com tanta união e confiança, me trazendo a paz necessária para todos os dias. Essa paz, ameaçada pelos meus próprios medos, me fazendo rir e chorar, cantar e silenciar, mas vivendo intensamente, mesmo perdendo os limites das minhas atitudes. Minha intensidade me faz refém do que sou, não colocando qualquer obstáculo para vida e o amor, e assim, existe sempre um duelo interno, entre sentimentos e medos; resistindo, perdendo ou ganhando, mas não deixando de ser fiel a esta sensação.

Clarice sempre irá me explicar, e uma frase linda, se encaixa perfeitamente a essa minha breve exposição, definindo como a intensidade está delicadamente ligada a mim: "Nos piores momentos, lembre-se: quem é capaz de sofrer intensamente, também poderá ser capaz de intensa alegria". E dessa forma, prefiro sentir! Sentir traz ânimo, traz vida, traz paz! Sentir me faz capaz de respirar, amar, viver! Ser intensa, é um privilégio gostoso, com seus pontos negativos, mas com certeza, é o responsável, por tornar o amor tão lindo e essencial a vida! Esse amor, que em mim, se renova a cada momento.